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A mostrar mensagens com a etiqueta Pais

Revisão curricular nos ensinos básico e secundário: o que muda

Depois de ter estado um mês em consulta pública, com o envio de 1600 contributos e pareceres, o ministro da Educação revelou a versão final da revisão curricular, que entrará em vigor no mês de setembro. Reforçar disciplinas fundamentais - como a Matemática e o Português, mas também as ciências físicas e naturais e as ciências sociais e humanas - e dar mais autonomia às escolas na gestão do currículo são dois dos grandes objetivos. As escolas vão passar, por exemplo, a definir qual a duração de aulas, atualmente limitada a blocos de 45 minutos. Informação

Para que o seu filho prefira a brincadeira à televisão ...

Lucie George Se lhe perguntassem quanto tempo de vida passou a ver televisão o que acha que responderia? E o seu filho? Até aos dois anos quanto tempo passou ele à frente da televisão? E os dois juntos? A televisão é uma presença muito frequente e forte na vida de todos nós e nas crianças de hoje um elemento de que elas se lembram desde sempre e à qual se habituam desde muito cedo. É frequente os pais considerarem que se trata de uma boa ferramenta pedagógica e útil para um desenvolvimento saudável: “ Se até existe um canal para bebés e outros tantos para crianças...” – dizem alguns pais. Desengane-se. Enquanto pai, mãe, avó, tio ou tia saiba que os profissionais que lidam com crianças aconselham que até aos dois anos as crianças permaneçam longe da televisão o mais possível. Ficam aqui alguns dados que provavelmente desconhece sobre a televisão, a ama electrónica: - Muitos dos programas assinalados como “educativos”, não têm qualquer suporte científico que sustente ...

Arranjei tempo para tudo, menos para ver você crescer

Sabe, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar com você. Arranjei tempo para tudo, menos para ver você crescer. Nunca joguei dominó, dama, xadrez ou batalha naval com você. Percebo que você me rodeia, mas sabe,  sou muito importante e não tenho tempo....

É urgente que os pais ...

-  É urgente que os pais se deixem surpreender pela parentalidade. É precioso que se informem, claro, mas é indispensável que percam o medo dos seus erros (sem os quais  nunca passarão da intenção de serem pais à parentalidade). - É urgente que os pais escutem as crianças mas que decidam por elas. É urgente que opinem mas que não vacilem quando se trata de as obrigar a ser autónomas. Pais presos na sua própria infância não são pais: são crianças à procura de colo. Não educam nem são educáveis. Replicam os erros e os enredos que os atormentaram toda a vida. - É urgente que os pais admirem os filhos - o seu engenho, o lado afoito que eles têm  (que se renova, todos os dias) e a sua mais versátil manhosice - mas que não percam de vista que só a sabedoria dos pais os legitima para amar (e que a ela nunca se chega sem dúvidas, sem dilemas entre gestos de sentido contrário e sem contradições). - É urgente que os pais olhem nos olhos, sempre que falam com a voz e c...

Os pais têm a palavra ...

“A história há-de fazer um juízo extraordinário deste regime. Há um ano festejou com pompa e circunstância os 100 anos da República. No ano seguinte propõe que a data deixe de ser comemorada, assim como a da restauração da independência”. Estas afirmações de um professor de Lisboa levaram-me a refletir sobre a razão de ser desta polémica: porque se fala tanto da abolição de dois feriados (o 5 de outubro e o 1 de dezembro)? Será que algumas pessoas estão aborrecidas apenas porque as obrigam a ir trabalhar mais dois dias, sempre que aquelas datas calharem entre segunda e sexta-feira? Serão aquelas datas tão importantes ou, pelo contrário, já não significam nada? Será que é verdadeiramente imprescindível obter mais dois dias de trabalho deste modo? Será que vale a pena, tendo em conta o que se perde quando se deixa de comemorar a República ou a Independência no próprio dia em que aconteceram? Perder-se-á a memória destes acontecimentos e do seu significado? (Ter-se-á já perdido?) ...

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho

Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos. Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!). Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós! Os pais s...