HÁ MUITO tempo que a minha mala não guarda cartas. Postais ilustrados, muitos – desde que aderi a uma coisa salvadora, chamada “postcrossing”, que me traz notícias de gente do mundo inteiro! (Quem estiver interessado, é só ver na net do que se trata) Mas cartas? Desapareceram. Ninguém tem tempo para as escrever. Ninguém sabe já como elas se escrevem. E — pior ainda — ninguém sabe para o que servem. Mas eu ainda sou do tempo em que as cartas eram o modo como as pessoas comunicavam quando o que se queria dizer não cabia nos períodos (caros…) do telefone. Jornalista de profissão há muitos anos, também ainda sou do tempo em que as pessoas escreviam muito para os jornais. A protestar – muito. A aplaudir – pouco. A agradecer – quase nunca. A pedir – quase sempre. (E também havia um maluquinho que todos os dias ia ao “Diário de Notícias” para me dar flores murchas, retiradas de algum caixote do lixo, mas entregues sempre com um grande sorriso.) ...
“ Queremos muito que este projecto se concretize e que passe de turma em turma, geração em geração, tornando-se uma fonte de criatividade e conhecimento, um exemplo que possa ser contemplado por todos. Contamos convosco, e queremos que saibam que também podem contar connosco para visitar, comentar, sugerir, aprender … “ Pedro Miguel