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A mostrar mensagens com a etiqueta Filhos
Um pai de verdade nunca será terceiro … nem é ausente…é precioso nos mais pequenos gestos... é firme e sereno...é sóbrio... é justo e arrojado… terno e bondoso…. e nem mesmo quando se afasta fica  ausente. 1 - Ao longo da história, as famílias foram sendo machistas e matriarcais. A mãe seria, formalmente, o número dois da hierarquia familiar, embora fosse o elemento preponderante na educação dos filhos. O pai respondia pelos recursos económicos e pela lei da família, embora fosse um número um, realmente ausente nos momentos preponderantes da vida das crianças. Em rigor, as crianças tinham dois pais mas nunca usufruíam de ambos em simultâneo e por inteiro. Apesar disso, o pai sempre se acomodou a essa função de elemento de segunda necessidade para o desenvolvimento das crianças: às vezes, porque era colocado, pela mãe, longe da relação com os filhos; às vezes, porque se excluía dela, tornando-se ausente. O século XX transformou, profundamente, o lugar do pai. As crianças ...

Arranjei tempo para tudo, menos para ver você crescer

Sabe, meu filho, até hoje não tive tempo para brincar com você. Arranjei tempo para tudo, menos para ver você crescer. Nunca joguei dominó, dama, xadrez ou batalha naval com você. Percebo que você me rodeia, mas sabe,  sou muito importante e não tenho tempo....

É urgente que os pais ...

-  É urgente que os pais se deixem surpreender pela parentalidade. É precioso que se informem, claro, mas é indispensável que percam o medo dos seus erros (sem os quais  nunca passarão da intenção de serem pais à parentalidade). - É urgente que os pais escutem as crianças mas que decidam por elas. É urgente que opinem mas que não vacilem quando se trata de as obrigar a ser autónomas. Pais presos na sua própria infância não são pais: são crianças à procura de colo. Não educam nem são educáveis. Replicam os erros e os enredos que os atormentaram toda a vida. - É urgente que os pais admirem os filhos - o seu engenho, o lado afoito que eles têm  (que se renova, todos os dias) e a sua mais versátil manhosice - mas que não percam de vista que só a sabedoria dos pais os legitima para amar (e que a ela nunca se chega sem dúvidas, sem dilemas entre gestos de sentido contrário e sem contradições). - É urgente que os pais olhem nos olhos, sempre que falam com a voz e c...

Diário de uma criança à beira do nervoso miudinho

Os pais não servem como despertador. Adormecem de manhã, como todos nós, mas, ao mesmo tempo que levantam a persiana e nos chamam «Meu querido» e coisas assim, querem que, entre a cara lavada e os cereais despachados, façamos dos 0 aos 100 em poucos... minutos. Entretanto, como convém às pessoas ponderadas, e paramos de nos vestir para pensarmos na vida, eles sofrem de hiperatividade e, em jeito de ameaça, gritam qualquer coisa do género: «Eu juro que me vou embora, e deixo-te aqui!» (que era tudo o que eu mais queria!). Os pais servem, também, para nos tirar a boa-disposição, antes do trabalho. Enquanto só não chamam «boas pessoas» a todos os senhores automobilistas que, segundo eles, estavam bem era dormir, ouvem (de meia em meia hora!) as mesmas notícias, atendem o telefone, olham 30 vezes para o relógio, melindram-se com a nossa cara de segunda-feira e, sempre que dizem, com voz de pateta: «Quem é o meu tesouro, quem é?», quem faz as contra-ordenações perigosas somos nós! Os pais s...