Era uma vez um livro. Um livro fechado . Tristemente fechado. Irremediavelmente fechado. Nunca ninguém o abrira nem sequer para ler as primeiras linhas da primeira página das muitas que o livro tinha para oferecer. Quem o comprara trouxera-o para casa e, provavelmente insensível ao que o livro valia, ao que o .livro continha, enfiara-o numa prateleira, ao lado de muitos outros. Ali estava. Ali ficou. Um dia, mais não podendo, queixou-se: — Ninguém me leu. Ninguém me liga. Ao lado, um colega disse: — Desconfio que, nesta estante, haverá muitos outros como tu. — É o teu caso? — perguntou, ansiosamente, o livro que nunca tinha sido aberto. — Por sinal, não — esclareceu o colega, um respeitável calhamaço. — Estou todo sublinhado. Fui lido e relido. Sou um livro de estudo. — Quem me dera essa sorte — disse outro livro ao lado, a entrar na conversa. — Por mim só me passaram os olhos. Página sim, página não… Mas, enfim, já prestei para alguma coisa. — Eu também — falou, perto deles, u...
“ Queremos muito que este projecto se concretize e que passe de turma em turma, geração em geração, tornando-se uma fonte de criatividade e conhecimento, um exemplo que possa ser contemplado por todos. Contamos convosco, e queremos que saibam que também podem contar connosco para visitar, comentar, sugerir, aprender … “ Pedro Miguel